
domingo, 12 de junho de 2011
recadinho

TRICO É COISA DE VELHO????

“Mas você é tão nova…”
“Tricot é coisa de velho…”
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QUEM DISSE????
Onde, quando fizeram disso uma verdade?? Me diz, Me diz!
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Eu já ouvi essas frases que, diga-se de passagem, são ridículas e preconceituosas.
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Primeiramente, eu questiono:
O que é “ser velho”? O que faz alguém ser velho?
É ter idade avançada? É ter cabelos brancos e rugas na pele? É o fato de gostar de coisas como tricot, crochet, costura e afins?
Não sei para você, mas para mim, nada disso faz alguém ser velho.
Eu entendo que a palavra “velho”, se direcionado à uma pessoa, significa um estado de espírito.
Tem gente que vive até os 90 anos e é jovem, enquanto existem outros que já nascem velhos e passam assim a vida inteira.
No início, meu namorado se achava velho pra mim, porque ele tem 15 anos a mais do que eu. Pra mim, esses 15 anos a mais interferem em absolutamente nada.
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Mas, voltando…
Porque aqui, no Brasil, surgiu essa idéia de que o tricot é exercido somente por aqueles que tem mais idade, e, pior: pelo motivo de que essas pessoas têm nada mais interessante para fazer?
Porque então esse preconceito aqui? Alguém pode fazer o favor de me explicar?
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Admito que, quando ouço isso, se eu noto que o tom é de brincadeira (apesar de que toda brincadeira tem um fundo de verdade), deixo passar apenas com um sorriso amarelo. Mas muitas vezes eu tive vontade de responder com uma certa hostilidade… Sei lá, coisas do tipo: “Ao menos eu FAÇO alguma coisa”. Ou então: “Pois é né, ao contrário de você, nunca paguei caro por um blusão e sempre tem o tamanho e o modelo que eu quero”. E ainda: “Velho é você que vive reclamando da vida! Arruma uma coisa pra fazer e vai ser feliz!”. Eu até tento segurar… mas depois de um tempo isso se torna difícil.
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Mas, pior que o preconceito, é a vergonha.
SIM.
Tem gente que têm vergonha de dizer que faz tricot, por medo de ser avacalhado por alguém.
Eu conheço gente assim. Acho isso, no mínimo, triste.
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A pouco, achei (e entrei) uma comunidade no orkut com o nome “Sim, eu faço tricô”. Na própria descrição já diz algo do tipo: “para quem resolveu assumir que faz tricô…”
É a única comunidade de tricot de brasileiros que eu achei que, tem um número “significativo”, digamos assim, de membros. Onde uma meia dúzia é ativa apenas.
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Eu tenho 59 anos,e meu nome é Maria sou jovem (não por idade) e faço sim tricot, com muito orgulho e por puro PRAZER.
Mas, infelizmente, a sociedade nos rotula. A família nos rotula. Os amigos nos rotulam. E, às vezes, nós mesmos nos auto-rotulamos. Por alguma coisa, ou por outra, seremos sempre rotulados.
historias!!!
Vi no mesmo site que mostrou as ovelhas das etiquetas, lembra? Diz que tem esse coletivo de velhinhas suíças (são quinze vovós!) que tricotam meias encomendadas pela internet, olha que coisa mais fofa. Quem escolhe pode clicar na sua vovó favorita, elas ficam todas numa galeria cheia de informações sobre cada uma delas e sobre porque elas tricotam, tipo “não é pelo $$$, é pra passar o tempo”. Diz que tem uma que conta que quando ela tinha seis anos, ela ensinou a irmã de quatro a tricotar!



A pessoa entra no site, escolhe a vovó que vai fazer a meia e pode escolher a cor da linha – ou pode pedir um “design surpresa” (adoreeeei!). A vovó escolhida demora tipo duas semanas pra fazer a meinha, que chega na casa da dona por mais ou menos trinta dólares. Que o que conta nesse valor é a parte emocional, né? O $$$ cobre o custo da meia e a história incrível que se tem pra contar. =)
Significado dos Sonhos – sonhar com Tricô
Sonhar que você ou alguém estava fazendo tricô simboliza uma vida domestica calma e com muito amor.
Também pode se referir a alguém que em sua vida (passado ou presente) você associa com tricotar.
Alternativamente, sonhar com tricô simboliza sua criatividade e realizações.
Você deveria explorar mais seu lado criativo.
Acredite na sua sorte:
domingo, 5 de junho de 2011
Historia do Trico

O tricô é uma técnica para entrelaçar o fio de forma organizada, criando-se assim um pano que, por suas características de textura e elasticidade, é chamado de malha de tricô ou simplesmente tricô.
Pode ser feito manualmente, com duas agulhas, ou só com uma que, além de propiciar o entrelaçamento do fio (criando cada ponto), abrigam a malha de tricô já tecida. A técnica nasceu provavelmente no Egito onde o entrelaçamento era feito com a ajuda de ossos ou madeira. Os belgas levaram a técnica aos ingleses onde as mulheres a desenvolveram para produzir meias e cachecóis que protegessem seus maridos e filhos no inverno. Usavam fios de lã pura que elas mesmas produziam. Por isso até hoje o tricô está relacionado ao inverno, o que a tecnologia reinventou, levando-a também para as malhas de verão através de fios leves e apropriados. A mortalha tecida por Penélope para poder ser desfeita só poderia ser feita em tricô, visto que ela a desfazia a noite para ganhar mais prazo para espera do seu amado Odisseu (A malha permite o descampionamento que é jeito ligeiro de desfazer um tecido de malha os outros processo de tecimento não possuem nada semelhante)
O tricô pode também ser feito através de máquinas próprias chamadas de máquinas de tricô, o que também resulta num pano muito semelhante à malha manualmente tecida.
No Brasil, as principais cidades no desenvolvimento de Tricô são:
- Socorro - localizada à 132 Km de São Paulo - www.estanciadesocorro.com.br
- Monte Sião - Localizada no Sul de Minas, próximo a Águas de Lindoia - É considerada a Capital Nacional do Tricô -www.portaldotricot.com.br
- Jacutinga - Também em Minas Gerais.
TRICÔ - terapia para todas as idades
Nos EUA, tricô ajud

Então, vamos tricotar? Que tal essas meias? Querem a receita? Ela foi feita a máquina. As fotos não estão boas, mas conseguiremos bons resultados com a receita. O que acharam? Está muito fantasiada? Não tem problema! O verde não vai aparecer, ficará dentro do tênis. Só vai aparecer a sanfona da meia. É uma maneira de aproveitar linhas e lãs que ficam sobrando.
Receita:
3 fios de linha industrial 2/28
66 agulhas (33 cada lado) dispostas em sanfona 3x3 40 carreirasVoltar a usar todas as agulhas (66) e dobrar. (sanfona)10 carreiras cor cinzaFazer o calcanhar deixando 13 carr. (as tricoteiras sabem a forma)Sola com 49 carreirasFazer a ponta do pé como fez o calcanhar.Tirar em fio de cor.
meia nº 35 a os adolescentes ansiosos. E no Brasil, a meditação é estudada contra hipertensão e depressão
Lena Castellón
Um ponto aqui, outro ali. Olhos grudados nos movimentos das mãos, mas ouvidos atentos ao que dizem em torno. O professor fala e os estudantes tricotam. Parece estranho, mas é assim que alguns alunos do Manhattan Center for Science and Mathematics, dos Estados Unidos, têm assistido aulas. A direção acredita que permitir a prática na sala não é prejudicial. Pelo contrário, ajudaria a aprimorar a concentração. Em declaração dada recentemente ao jornal inglês The Times, uma assistente do diretor não apenas garantiu isso como acrescentou que os jovens também trabalham com papel e caneta. O curioso é que essa não é a única instituição americana a liberar o hobby em suas dependências. A atividade, tão comum às nossas avós, virou mania nos EUA e no Reino Unido. A moda floresceu há cerca de dois anos, gerou clubes de tricô nas escolas e invadiu a internet, com sites e blogs sobre o tema.
A mania cresceu tão rapidamente que foi lançado um livro para quem deseja aderir ao artesanato manual. Teen Knitting Club – das experientes tricoteiras americanas Jennifer Wenger, Carol Abrams e Maureen Lasher – traz dicas para que garotas e garotos (sim, eles também tricotam) produzam suas peças. “Tenho cinco mil clientes. Deles, 15% são adolescentes. E o interesse cresce”, conta Jennifer, que ensina a tricotar. Nas entrevistas feitas pelas autoras para entender as razões que levaram a moçada a incorporar o hábito, os jovens disseram que o tricô diminui a ansiedade e o stress. De fato, artesanato e trabalhos artísticos funcionam como métodos relaxantes. Além disso, o tricô exige atenção para que tudo saia direito. Ansiosos exercitariam a paciência e treinariam a capacidade de se focar em um objeto. Estressados encontrariam uma válvula de escape para a tensão. A beleza das peças ajudaria o tricoteiro a descobrir que pode produzir algo bonito, melhorando a auto-estima.
Complemento – No Brasil, o tricô também pode ser uma alternativa contra esses distúrbios. A jornalista Paula Camila, 21 anos, de Juiz de Fora (MG), recebeu de amigos a sugestão de fazer um trabalho manual para lidar com a ansiedade. Ela escolheu o tricô. “Melhorei bastante. Levo meu kit quando estou longe de casa”, revela. Em maio, numa viagem com o noivo, o programador de web Gabriel Barbosa, 23 anos, carregou consigo agulhas e novelos. “O tricô é tão terapêutico que ensinei meu noivo a fazer. Ele adorou. Diz que o tempo passa rápido”, comenta.
Na verdade, trabalhos manuais e artísticos como a pintura têm funcionado cada vez mais como complementos aos tratamentos da ansiedade e da depressão. São estratégias não medicamentosas que acalmam a mente. Pelo mesmo motivo, a meditação ganha espaço. “Ela controla o tráfego de pensamentos. É um momento de conscientização do que a pessoa é. Se é alguém calmo e está com raiva, cria meios de lembrar seu estado natural”, afirma Luciana Ferraz, da organização Brahma Kumaris no Brasil (entidade que oferece cursos de meditação e qualidade de vida em 86 países).
Os efeitos da meditação no controle de patologias da mente são alvo de estudo em várias partes do mundo. No Brasil, um desses centros é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A psicóloga Márcia Marchiori, por exemplo, desenvolve tese para analisar o impacto da meditação em idosos com pressão arterial elevada. Avaliará também os níveis de depressão e ansiedade em 80 voluntários que serão acompanhados por três meses. Metade deles meditará duas vezes por dia durante 20 minutos. O trabalho começa em setembro. “Queremos ver se a meditação terá efeitos significativos para essas pessoas”, afirma Márcia. Por enquanto, as evidências mostram que há benefícios palpáveis. “Na depressão, a meditação ajuda o indivíduo a identificar pensamentos e emoções que o levam a um estado indesejável”, explica Elisa Kozasa, pesquisadora da Unifesp.
É claro que meditar – assim como fazer tricô – não é panacéia. “Se o praticante faz um tratamento, orientamos que prossiga com ele”, conta Luciana, do Brahma Kumaris. Quando se propõe o uso de tais estratégias, é importante entender que esses métodos são complementares à terapia indicada pelo médico. E também é preciso saber que esses expedientes precisam ser praticados com freqüência para que promovam os benefícios esperados. É como exercício físico. Uma vez só não adianta.

Lena Castellón
Um ponto aqui, outro ali. Olhos grudados nos movimentos das mãos, mas ouvidos atentos ao que dizem em torno. O professor fala e os estudantes tricotam. Parece estranho, mas é assim que alguns alunos do Manhattan Center for Science and Mathematics, dos Estados Unidos, têm assistido aulas. A direção acredita que permitir a prática na sala não é prejudicial. Pelo contrário, ajudaria a aprimorar a concentração. Em declaração dada recentemente ao jornal inglês The Times, uma assistente do diretor não apenas garantiu isso como acrescentou que os jovens também trabalham com papel e caneta. O curioso é que essa não é a única instituição americana a liberar o hobby em suas dependências. A atividade, tão comum às nossas avós, virou mania nos EUA e no Reino Unido. A moda floresceu há cerca de dois anos, gerou clubes de tricô nas escolas e invadiu a internet, com sites e blogs sobre o tema.
A mania cresceu tão rapidamente que foi lançado um livro para quem deseja aderir ao artesanato manual. Teen Knitting Club – das experientes tricoteiras americanas Jennifer Wenger, Carol Abrams e Maureen Lasher – traz dicas para que garotas e garotos (sim, eles também tricotam) produzam suas peças. “Tenho cinco mil clientes. Deles, 15% são adolescentes. E o interesse cresce”, conta Jennifer, que ensina a tricotar. Nas entrevistas feitas pelas autoras para entender as razões que levaram a moçada a incorporar o hábito, os jovens disseram que o tricô diminui a ansiedade e o stress. De fato, artesanato e trabalhos artísticos funcionam como métodos relaxantes. Além disso, o tricô exige atenção para que tudo saia direito. Ansiosos exercitariam a paciência e treinariam a capacidade de se focar em um objeto. Estressados encontrariam uma válvula de escape para a tensão. A beleza das peças ajudaria o tricoteiro a descobrir que pode produzir algo bonito, melhorando a auto-estima.
Complemento – No Brasil, o tricô também pode ser uma alternativa contra esses distúrbios. A jornalista Paula Camila, 21 anos, de Juiz de Fora (MG), recebeu de amigos a sugestão de fazer um trabalho manual para lidar com a ansiedade. Ela escolheu o tricô. “Melhorei bastante. Levo meu kit quando estou longe de casa”, revela. Em maio, numa viagem com o noivo, o programador de web Gabriel Barbosa, 23 anos, carregou consigo agulhas e novelos. “O tricô é tão terapêutico que ensinei meu noivo a fazer. Ele adorou. Diz que o tempo passa rápido”, comenta.
Na verdade, trabalhos manuais e artísticos como a pintura têm funcionado cada vez mais como complementos aos tratamentos da ansiedade e da depressão. São estratégias não medicamentosas que acalmam a mente. Pelo mesmo motivo, a meditação ganha espaço. “Ela controla o tráfego de pensamentos. É um momento de conscientização do que a pessoa é. Se é alguém calmo e está com raiva, cria meios de lembrar seu estado natural”, afirma Luciana Ferraz, da organização Brahma Kumaris no Brasil (entidade que oferece cursos de meditação e qualidade de vida em 86 países).
Os efeitos da meditação no controle de patologias da mente são alvo de estudo em várias partes do mundo. No Brasil, um desses centros é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A psicóloga Márcia Marchiori, por exemplo, desenvolve tese para analisar o impacto da meditação em idosos com pressão arterial elevada. Avaliará também os níveis de depressão e ansiedade em 80 voluntários que serão acompanhados por três meses. Metade deles meditará duas vezes por dia durante 20 minutos. O trabalho começa em setembro. “Queremos ver se a meditação terá efeitos significativos para essas pessoas”, afirma Márcia. Por enquanto, as evidências mostram que há benefícios palpáveis. “Na depressão, a meditação ajuda o indivíduo a identificar pensamentos e emoções que o levam a um estado indesejável”, explica Elisa Kozasa, pesquisadora da Unifesp.
É claro que meditar – assim como fazer tricô – não é panacéia. “Se o praticante faz um tratamento, orientamos que prossiga com ele”, conta Luciana, do Brahma Kumaris. Quando se propõe o uso de tais estratégias, é importante entender que esses métodos são complementares à terapia indicada pelo médico. E também é preciso saber que esses expedientes precisam ser praticados com freqüência para que promovam os benefícios esperados. É como exercício físico. Uma vez só não adianta.
